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Brasil: terra do Carnaval, do futebol e da Bossa Nova. A música, assim como os craques que dão várias alegrias através de suas chuteiras, tem um papel historicamente importante no desenvolvimento da população brasileira. Há 50 anos, a Bossa - estilo musical considerado como subgênero do Samba - nasceu através das cordas do violonista João Gilberto, quando em 1958 lançou a canção Chega de Saudade.
Transcendendo as décadas subsequentes, hoje o país relembra sua origem e comemora esse marco da musicalidade nacional com o lançamento da exposição Bossa na Oca, que acontece até dia 07 de setembro, no Pavilhão Engenheiro Lucas Nogueira (OCA/SP).
O visitante passará por momentos e lugares importantes, durante o período no qual o gênero se destacou, num passeio pela praia de Copacabana, montada artificialmente para que o público reaja com interesse e curiosidade à mostra. O local foi montado especialmente para a exposição, e por meio de projetores, fotografias e objetos peculiares aos locais representados, quem for apreciar o projeto poderá entender completamente o objetivo didático e histórico dessa homenagem.
Os maiores destaques que você pode acompanhar em Bossa na Oca são: Beco das Garrafas
O famoso templo da bossa foi remontado em um palco. Um piano - com um copo de uísque para Vinicius - e um banquinho dividem espaço com imagens holográficas de músicos como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. A cada 15 minutos, eles executam, juntos, "Garota de Ipanema", graças à tecnologia "eyeliner" (a mesma usada pelo grupo virtual Gorillaz).
Praia de Copacabana
A areia e o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas (em formato semicirular) representam a praia de Copacabana (RJ). A montagem ocupa cerca de 800 m2 do subsolo da Oca. Uma iluminação feita nas paredes simula a passagem do dia para a noite.
Projeção do Mar
O teto da Oca recebe uma enorme projeção do mar, feita por um projetor de 42 mil lumens, que garante uma potente definição e alto brilho na imagem - um VJ costuma utilizar projetores de, no máximo, 4.000 lumens em apresentações. A imagem pode ser vista no último andar, em um sofá, enquanto uma vitrola executa canções da bossa nova.
Vinicius de Moraes
O curta-metragem inédito de Miguel Faria Jr., Vinicius de Moraes, com dez minutos de duração, é exibido na parede semiconvexa do museu. Criado especialmente para a exposição, o filme conta com imagens que não entraram no longa Vinicius, do mesmo diretor. O som sai de luminárias, dispostas ao lado de 30 poltronas.
Bossa Nova: História
Movimento que ficou associado ao crescimento urbano brasileiro - impulsionado pela fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-1960) -, a bossa nova iniciou-se para muitos críticos quando foi lançado, em agosto de 1958, um compacto simples do violonista baiano João Gilberto (considerado o papa do movimento), contendo as canções Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Bim Bom (do próprio cantor).
Em 1959, era lançado o primeiro LP de João Gilberto, Chega de saudade, contendo a faixa-título - canção com cerca de 100 regravações feitas por artistas brasileiros e estrangeiros. A partir dali, a bossa nova era uma realidade. Além de João, parte do repertório clássico do movimento deve-se às parcerias de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Consta-se, segundo muitos afirmam, que o espírito bossa-novista já se encontrava na música que Jobim e Moraes fizeram, em 1956, para a peça Orfeu da Conceição, primeira parceria da dupla, que esteve perto de não acontecer, uma vez que Vinícius primeiro entrou em contato com Vadico, o famoso parceiro de Noel Rosa e ex-membro do Bando da Lua, para fazer a trilha sonora. É dessa peça, baseada na tragédia Grega Orfeu, uma das belas composições de Tom e Vinícius, Se todos fossem iguais a você, já prenunciando os elementos melódicos da Bossa Nova.
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